Programa SENTIR
Educar a humanidade que dará direção ao conhecimento
Educação da interioridade e da sensibilidade para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio.
O SENTIR ajuda sua escola a desenvolver um percurso para aprender a olhar a realidade, investigar com liberdade e construir formas responsáveis de viver juntos — com integração curricular, formação de educadores e acompanhamento.
Quando o conhecimento transforma a vida, educar exige formar quem dará direção às mudanças
As sociedades de conhecimento vivem da criação e da renovação dos saberes. Nesse movimento, transformam também o trabalho, as relações e as maneiras de viver.
Crianças e adolescentes crescem diante de possibilidades que exigirão escolhas: o que criar, para quais finalidades, com quem e com quais consequências?
A escola participa dessa formação desde os primeiros anos. Ao lado dos conhecimentos e das capacidades técnicas, precisa oferecer experiências para que os estudantes aprendam a reconhecer o que merece ser cuidado, examinar seus critérios e construir compromissos com outras pessoas.
Quanto maior nossa capacidade de transformar o mundo, maior a responsabilidade de cultivar a qualidade humana que orientará essa transformação.
Essa é a urgência educativa à qual o SENTIR responde.
Aprender a olhar é aprender a construir outras possibilidades
Nossa maneira de perceber a realidade participa daquilo que conseguimos imaginar, valorizar e realizar.
Quando uma primeira interpretação se torna a única possível, reduzimos o espaço para descobrir e criar. Quando conseguimos tomar distância de nossas certezas, abrimos possibilidades para conhecer, criar e compreender outras formas de vida.
No SENTIR, ensinar a olhar significa cultivar interesse pela realidade para além de sua utilidade imediata. Uma pessoa, uma paisagem ou uma descoberta podem despertar atenção pelo valor de sua existência.
Essa abertura é exercitada por meio da arte, da literatura, da ciência, da natureza, do diálogo e da investigação. Os estudantes são convidados a observar, formular perguntas, reconhecer limites de suas interpretações e elaborar novas compreensões.
O diferencial está em educar a relação a partir da qual sentimos, conhecemos, escolhemos e agimos.
Qualidade humana profunda: um fundamento para criar e viver juntos
Na perspectiva da disciplina da Epistemologia Axiológica, que fundamenta o programa, a singularidade humana envolve a possibilidade de tomar distância das necessidades imediatas e de transformar nossas formas de vida.
O cultivo da qualidade humana profunda aprofunda essa abertura: interesse pela realidade, liberdade diante dos próprios desejos e temores e disposição para suspender interpretações habituais.
Na proposta educativa do SENTIR, esse horizonte orienta experiências para desenvolver:
- Liberdade para investigar: formular perguntas e rever certezas.
- Sensibilidade para reconhecer valor: perceber pessoas e formas de vida para além do próprio interesse.
- Disponibilidade para construir com os outros: compartilhar conhecimentos, acolher contribuições e cooperar.
- Responsabilidade para orientar a criação: considerar as consequências daquilo que fazemos.
A qualidade humana profunda tem valor em si mesma. Seu cultivo também oferece referências para uma questão decisiva da educação: como formar pessoas capazes de criar possibilidades que contribuam para a vida comum?
Dos valores declarados às experiências que ensinam a viver
Cuidado, respeito e cooperação ganham significado quando os estudantes participam de situações em que podem percebê-los, discuti-los e realizá-los.
Por isso, o SENTIR conecta pensamento e sensibilidade. Histórias, imagens, encontros e experiências concretas ajudam a compreender por que algo importa e a construir disposição para agir.
Um projeto sobre a água, por exemplo, pode envolver observar sua presença no território, conhecer quem depende dela, investigar o consumo da escola e decidir coletivamente o que preservar ou transformar.
Nesse percurso, os estudantes exercitam a construção de um projeto comum: reconhecem uma realidade, discutem o que valorizam, estabelecem compromissos e acompanham suas ações.
Aprender a construir valores compartilhados é parte da preparação para participar de sociedades em transformação.
Dos campos de experiências ao aprofundamento das habilidades de interioridade
O SENTIR considera as formas de aprender próprias de cada fase de neurodesenvolvimento. As experiências de descoberta da infância se desdobram, ao longo da escolaridade, em habilidades de atenção, investigação, distanciamento das próprias certezas, diálogo e participação responsável.
Educação Infantil — Explorar, sentir e descobrir nas interações e brincadeiras
O programa se articula aos campos de experiências, conectando o conhecimento de si e do outro, a expressão corporal, as linguagens artísticas, a escuta, a imaginação e a exploração do ambiente.
Brincadeiras, narrativas, sons, movimentos e encontros com a natureza oferecem oportunidades para perceber sensações, expressar descobertas, reconhecer outras crianças e participar de gestos de cuidado.
A interioridade começa a ser cultivada na experiência vivida: no encantamento, na atenção ao que acontece e nas relações que a criança constrói consigo, com os outros e com o mundo.
Ensino Fundamental — Anos iniciais — Desenvolver atenção, expressão e investigação
Em diálogo com a alfabetização, as diferentes linguagens e os componentes curriculares, as propostas ajudam as crianças a observar com intenção, formular perguntas e comunicar o que percebem e sentem.
Desenhos, relatos, leituras, registros e investigações compartilhadas ampliam o repertório para compreender experiências e reconhecer diferentes perspectivas.
As habilidades de interioridade se tornam objeto de exercício intencional: escutar com atenção, reconhecer a própria experiência, interessar-se por uma questão e construir compreensão com os colegas.
Ensino Fundamental — Anos finais — Aprofundar a reflexão e a abertura de perspectivas
As propostas se articulam às áreas do conhecimento e aos projetos interdisciplinares, considerando as experiências das adolescências, as relações entre pares e a construção da autonomia.
Os estudantes investigam como desejos, receios, julgamentos e influências culturais participam de suas interpretações. Exercitam a pausa reflexiva, o questionamento de pressupostos, a escuta de diferenças e a elaboração de argumentos.
O desenvolvimento da interioridade aprofunda a capacidade de compreender a si mesmo, rever pontos de vista e responder às situações com maior liberdade e responsabilidade.
Ensino Médio — Integrar discernimento, conhecimento e compromisso coletivo
O percurso conecta as áreas do conhecimento, os projetos de vida e a participação dos jovens em questões contemporâneas.
As experiências aprofundam habilidades de indagação, discernimento e diálogo: examinar critérios de escolha, lidar com incertezas, reconhecer interdependências e considerar as consequências humanas e ambientais das decisões.
A interioridade ganha expressão na construção de projetos pessoais e coletivos, articulando o que os jovens conhecem, o que reconhecem como valioso e o que se dispõem a realizar com os outros.
Cada segmento possui objetivos, mediações e formas de acompanhamento próprios, em uma progressão articulada ao projeto educativo da escola e à diversidade dos estudantes.
O método SENTIR
Seis movimentos conectam desenvolvimento interior e participação no mundo:
- S — Silenciar e prestar atenção: abrir espaço para perceber.
- E — Esvaziar certezas e tomar distância: reconhecer outras interpretações possíveis.
- N — Nutrir o interesse pela realidade: conhecer para além do benefício imediato.
- T — Tornar comum pela comunicação: construir compreensão com outras pessoas.
- I — Indagar livremente: investigar com pensamento, sensibilidade e ação.
- R — Responder pelo cuidado e serviço: transformar a compreensão em compromisso com a vida.
Esses movimentos orientam práticas e projetos adequados às diferentes idades, respeitando a intimidade e a liberdade de consciência dos estudantes.
Uma conexão com os Inner Development Goals
O SENTIR dialoga com os Inner Development Goals — IDGs, cujas cinco dimensões — Ser, Pensar, Relacionar-se, Colaborar e Agir — conectam desenvolvimento interior e transformação coletiva.
No programa, essa referência ajuda a organizar objetivos e relacionar as experiências dos estudantes a questões de convivência, sustentabilidade e responsabilidade social.
A formação interior encontra expressão na maneira como aprendemos, construímos relações e participamos dos desafios do mundo.
O que sua escola contrata
Um programa institucional com apoio para conceber, implementar e acompanhar a educação da interioridade.
A proposta pode incluir:
- Diagnóstico das necessidades e das iniciativas já existentes.
- Documento orientador e progressão pedagógica por segmento.
- Sequências educativas, materiais e projetos coletivos.
- Formação de professores para conduzir as experiências.
- Integração com currículo, convivência e formação humana.
- Aplicação inicial, análise de registros e ajustes.
- Plano de continuidade com responsabilidades definidas.
O acompanhamento considera as práticas realizadas, a participação dos estudantes e a apropriação pelos educadores, preservando o caráter aberto e contínuo do desenvolvimento interior.
Pesquisa e experiência a serviço da formação humana
Dr. Jonathan Félix de Souza
Sou administrador e pedagogo, mestre e doutor em Ciências da Religião e doutorando em Administração, na área de Gestão Estratégica, pela PUC Minas.
Meu percurso de pesquisa inclui os aprendizados construídos com o CETR, em Barcelona, referência em meus estudos sobre qualidade humana profunda e os desafios das sociedades de conhecimento.
Essa formação se articula à minha experiência em escolas, gestão e formação de educadores. No SENTIR, conecto esse repertório para desenvolver propostas que aproximem conhecimento, sensibilidade e construção de projetos coletivos.
Que formação humana sustentará os futuros que seus estudantes vão construir?
Sua escola pode começar por um segmento ou desenvolver um percurso integrado da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Vamos conversar sobre os desafios da instituição e construir uma proposta com objetivos, entregas, duração e investimento adequados à sua realidade.